vontade de correr na tua rua, bater na tua porta, estragar teu sono com minhas olheiras nostálgicas, palavras inúteis e românticas ao extremo, riscar teus quadros, arranhar teus discos e tuas paredes, maldizendo minha loucura tão sóbria e afagar tuas feridas nas minhas, cortar meus pulsos diante dos teus olhos e cair em tua retina. fazer da tua morada o meu precipício. vontade de beber dos teus lábios pra compensar os cafés mornos de que me embebedo longe do teu domínio barato e sacana. vontade de rabiscar tua pele com meu jeito traçado e torto, fazer na minha caligrafia a sua partida, comigo. como numa constelação. sermos, entre tantos outros, e ao mesmo tempo apenas um. somente. nós.
ps.: a chuva e hora não são motivos, baby.(luíza macedo, sempre sua, doída e inconstante; às 2. II)